Uma História de Amor Eterno: Minha MÃE escolheu a melhor parte!




Era o dia 04 de maio de 2018, sexta-feira, se aproximava as 8 horas da noite, eu estava na janela da cozinha, enquanto olhava para fora, conversava com minha MÃE que limpava o fogão.

Enquanto isso, na TV Evangelizar - a TV do Padre Reginaldo Manzotti -, passava a Missa da Divina Misericórdia, foi então que minha mãe, após falar algumas vezes que queria assistir a Missa, exclamou a seguinte frase:

“Eu fico aqui limpando esse fogão e quando vejo a Missa já acabou e eu não fui assistir”.

Então ela largou a limpeza do fogão, e foi para sala, sentou no sofá onde costumava ficar.

Eu fui atrás dela e fiquei assistindo um pouco com ela, lembro que a Missa terminou e mudamos de canal, fomos ver as notícias sobre o prédio que havia caído em São Paulo.

Alguns minutos depois, deixei ela assistindo TV e fui para meu quarto na internet, logo voltei para sala para comentar com ela algumas notícias que vi na internet e retornei para o quarto.

Passado mais alguns minutos fui até a cozinha fazer algo (não me lembro o que) e quando retornava para o quarto vi que minha mãe dormia no sofá (como de costume), porém estava respirando ofegante, não era a primeira vez que a via respirando assim enquanto dormia, isto me preocupava, mas por várias vezes a flagrei assim. Por isso, considerei “normal”.

Afim de verificar se ela estava bem, chamei-a, imediatamente ela me olhou, então falei para que ela abaixasse um pouco o travesseiro que ela costumava usar no sofá, afim de que o sangue circulasse melhor por sua cabeça, conforme orientação médica.

Ela atendeu meu pedido, retirou o travesseiro de lado e deitou a cabeça no braço do sofá, eu disse que talvez fosse pior ficar com a cabeça apoiada direta no braço do sofá.

Ela me respondeu com a seguinte frase:

“Eu já vou dormir na cama, tô com sono!”.

Eu me espantei pois, olhei no relógio e era exatamente 8 horas e 25 minutos, ela costumava dormir depois de meia noite. Então falei para ela:

“Mas são oito e vinte cinco, mãe?!”

Lembro-me bem que ela me olhou firme com seus olhos castanhos. Então retornei para meu quarto fechei a porta e fui ver algo na internet (como de costume).

Mas naquele instante algo falou em meu coração, “cuide da sua mãe”.

Então, insisti, fiquei ali no quarto, mas com uma certa apreensão, passou-se alguns minutos, creio que meia hora aproximadamente.

Coloquei os fones do ouvido para ouvir algo, mas antes de ligar o som, escutei três gemidos abafados pelos fones que estavam no meu ouvido.

Na minha mente veio o pensamento: “É a mãe...”

Corri para a sala, ela estava se debatendo no sofá, tentei virar ela de lado enquanto a chamava: “Mãe, mãe, mãe...”

Ao virá-la desci ela no chão e gritei para o meu pai (que estava no outro quarto), foi então que ela caiu apagada no chão, já sem pulso, em parada cardíaca.

ASSISTA O VÍDEO:

Liguei para o SAMU e iniciei massagem cardíaca e fiz algumas respirações boca a boca, eu nunca tinha feito isto e fiz do meu jeito. Logo o SAMU chegou e iniciaram o procedimento de ressuscitação, meia hora depois a médica falou a frase que mais me alegrou naquele momento de angústia:

“Quem vai acompanhar a paciente na ambulância?”

Naquele momento eu entendi que minha mãezinha havia ressuscitado, seu coraçãozinho já batia novamente.

Ela foi para a UPA e lá permaneceu, os médicos diziam que não era possível transferi-la para um hospital de maior porte pois o estado dela era muito crítico, ela corria risco de falecer no transporte.

Seu cérebro foi gravemente afetado pela parada cardiorrespiratória. Até que as 15h25 do dia 05 de maio de 2018 o médico declarou óbito.

Enquanto ela estava em coma na UPA, por volta das 2 horas da madrugada, convencido pela minha prima, já que eu não podia vê-la, vim para casa ver como estava meu pai que havia ficado sozinho.

Quando entrei na cozinha, para minha surpresa (eu não tinha observado antes) em cima da pia estavam uma grade do fogão e a tampinha do queimador, metade do fogão limpo e a outra metade toda suja.


Na hora, me lembrei da passagem bíblica de Marta e Maria (Lc. 10, 38-42). Maria escolheu a melhor parte, Maria escolheu Jesus.

Sem dúvida minha mãe escolheu a melhor parte, deixou a limpeza do fogão para assistir os últimos instantes da Missa da Misericórdia e receber a benção, daquele sofá ela não levantou mais, ela escolheu a Misericórdia Divina e tenho certeza a Misericórdia Divina a acolheu de braços abertos no Céu.

RECOMENDADO PARA VOCÊ

Nenhum comentário:

Postar um comentário